Se você é amante de charutos, deveria conhecer estas marcas
Conteúdo editorial destinado a maiores de 18 anos. Conhecer as grandes marcas é conhecer a história do charuto. Cada uma tem uma origem, um estilo e um charuto que serve como porta de entrada.
Por Fábio Papalardo, criador da leonforte

Toda coleção madura passa pelas grandes marcas. Não porque sejam obrigatórias, mas porque formaram o paladar de gerações de apreciadores e ainda servem de referência para entender o que se fuma hoje. A seleção abaixo reúne casas cubanas históricas e marcas do chamado Novo Mundo.
As casas cubanas
- H. Upmann (1844): uma das marcas mais antigas de Havana, fundada pelo banqueiro alemão Herman Upmann. Estilo suave a médio, cremoso. Entrada: Magnum 46.
- Partagás (1845): fundada por Jaime Partagás, tem uma das fábricas mais famosas de Havana. Perfil encorpado, terroso e intenso. Entrada: Serie D No. 4, um dos robustos mais conhecidos do mundo.
- Hoyo de Monterrey (1865): associada a uma região de plantio de Vuelta Abajo. Charutos aromáticos e mais suaves. Entrada: Epicure No. 2.
- Romeo y Julieta (1875): popularizou o formato Churchill, nome dado em homenagem a Winston Churchill, um dos seus fãs mais famosos. Estilo médio e floral. Entrada: Short Churchill.
- Montecristo (1935): o nome vem do romance de Alexandre Dumas, lido em voz alta nas fábricas pelos leitores de tabacaria. O No. 4 está entre os charutos cubanos mais vendidos. Entrada: Montecristo No. 4.
- Cohiba (1966): criada inicialmente para uso oficial do governo cubano e lançada no mercado nos anos 1980. Usa folhas selecionadas e uma fermentação adicional. Entrada: Siglo I ou Siglo II.
As marcas do Novo Mundo
- Arturo Fuente (1912): fundada em Tampa, nos Estados Unidos, hoje produz na República Dominicana. Criou o Opus X, um dos primeiros charutos dominicanos com capa cultivada no próprio país. Entrada: Hemingway Short Story.
- Padrón (1964): fundada em Miami por José Orlando Padrón, com produção na Nicarágua. Conhecida pelas séries 1926 e 1964 e pela consistência. Entrada: Padrón 2000.
- Davidoff (1968): marca criada por Zino Davidoff, produzida em Cuba até 1990 e desde então na República Dominicana. Estilo elegante e refinado. Entrada: Signature 2000.
- Oliva: família com tradição no cultivo de tabaco desde o século XIX, com produção na Nicarágua. A Serie V é uma das linhas mais reconhecidas. Entrada: Serie G.
- My Father (2008): fundada por Don Pepín García e seu filho Jaime, ganhou prestígio rapidamente com charutos nicaraguenses encorpados. Entrada: Le Bijou 1922.
- Rocky Patel (1995): marca que ajudou a popularizar o charuto premium nos Estados Unidos, com grande variedade de linhas. Entrada: Vintage 1990.
Como explorar as marcas com método
Provar as marcas pelo charuto de entrada é a forma mais rápida de entender o estilo de cada casa. Prove em formatos parecidos para comparar, anote as impressões e, depois, aprofunde nas que agradaram. O guia de vitolas ajuda a escolher formatos comparáveis.
Também vale comparar uma marca cubana com uma do Novo Mundo de intensidade semelhante, por exemplo um Partagás e um Padrón. A diferença de solo e de estilo de fermentação fica evidente.
Marca não substitui conservação
Um grande charuto mal guardado perde aroma, textura e queima, seja qual for o nome na anilha. A faixa de 65% a 75% de umidade, com temperatura amena e estável, vale para todas as marcas. Saiba mais sobre a umidade ideal para charutos premium e sobre como conservar charutos cubanos.
Conclusão
Conhecer as grandes marcas é percorrer a história do charuto, de Havana do século XIX às fábricas familiares da Nicarágua e da República Dominicana. Explore com calma, registre o que prova e guarde bem o que escolher manter.
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